Profissões do Design

domingo, outubro 23, 2011

Como designer formado, resolvi esclarecer alguns pontos para quem deseja cursar uma universidade, vou tentar expor aqui, alguns ramos no campo de design.

Design de Produto ou Design Industrial: Se você é uma pessoa curiosa do tipo que gosta de saber como as coisas funcionam, adora as formas dos objetos que estão sendo vendido no mercado, e foi daquelas crianças que adoram criar seus brinquedos e desmontá-los para ver como era por dentro, o curso de design de produto ou design industrial é perfeito para você. Se os arquitetos projetam ambientes, nós designers de produto projetamos os objetos que ocuparão esses ambientes.
Pré-requisitos para cursar design de produto:
  • Gostar e ter conhecimentos em cálculos matemáticos, física, estatísticas, pois para criar produtos é necessário saber tudo isso para calcular medidas e quantidades de materiais utilizados no projeto, apesar de um designer sempre trabalha em parceria com engenheiro.
  • Ser organizado e disciplinado, para entregar os projetos no prazo estabelecido.
  • Ser curioso e pesquisador, para conhecer novos materiais e tecnologias que se apliquem no seu projeto. O designer precisa entender as necessidades do público alvo para solucionar um determinado problema.
  • Não ser tímido, pois você terá que "vender o seu peixe" e expor seu produto para público ou para empresários.
  • Saber desenhar, isso é fundamental, apesar do designer trabalhar com softwares CAD como Rhinoceros, Autocad e Studio 3D, os croquis das ideias inicias é tudo desenhado à mão livre.

O mercado de trabalho : A profissão permite atuação nas mais diversas áreas, que vão do setor moveleiro ao de metalurgia e da indústria de moda e calçadista à de acessórios. Seja nas grandes indústrias, seja nas empresas familiares, a necessidade de inovação do mercado tornou o designer uma peça-chave nas empresas, o que faz aumentar a procura pelo tecnólogo. "A economia aquecida, a necessidade de novos produtos e um mercado consumidor mais exigente abrem um grande campo para o designer", diz Bruno Manoel Neves, coordenador do curso do IF-SC. O profissional é bastante requisitado no Sudeste, principalmente no estado de São Paulo, que tem um importante parque gráfico e conta com grande número de multinacionais dos ramos alimentício e têxtil. Na capital paulista também estão os principais escritórios de design do país. Na Região Sul, os postos de trabalho se expandem a cada ano, por causa da grande quantidade de indústrias de calçados e utilidades domésticas.

Salário inicial: R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00 (em indústria de médio porte; fonte: Associação dos Designers de Produto).
O curso A base teórica, no início do curso, inclui história da arte e do design, metodologia visual, introdução ao design, psicologia do consumidor, sociologia de consumo e empreendedorismo. Depois, o currículo engloba disciplinas mais práticas, como computação gráfica, desenho artístico e técnico, ergonomia e tecnologia de materiais. Para se formar é preciso fazer um trabalho de conclusão de curso: o planejamento de lançamento de um produto, desde sua concepção até a chegada ao mercado consumidor. Algumas escolas oferecem formação específica em embalagens ou joias. 
Duração média: quatro anos. 
 
 
 
 Design de Moda: É a arte de criar e comercializar peças de vestuário e acessórios, seguindo estilos e tendências. O profissional de moda desenha roupas e produtos, como joias, cintos e calçados, e define estilos e modelagens. Analisa tendências de comportamento para desenvolver coleções adaptadas ao gosto do público-alvo e promove a comercialização dos artigos. Responsabiliza-se pela aquisição de matérias-primas e desenha estampas nas indústrias têxteis ou modelos nas confecções. Como gestor, pode pesquisar o mercado consumidor, estabelecer estratégias de marketing para campanhas de lançamento de produtos e cuidar da promoção de vendas. Está habilitado também a trabalhar no departamento de compras de grandes magazines. Pode, ainda, prestar assessoria de moda para pessoas ou para grandes lojas. Neste caso, define a disposição dos produtos nas vitrines e escolhe as coleções a serem compradas.

Tem muita gente que se engana quanto ao curso de Design de moda e tem uma ideia estereotipada que o profissional na área de moda, é uma pessoa que se veste de maneira exótica e fica dando chiliques vivendo num mundo de glamour, mas não é nada disso. Os pré-requisitos desse curso:
  •  Ter uma bagagem cultural grande, ou seja você terá que ter um conhecimento sobre o mundo do cinema, artes plásticas e das grandes personalidades do mundo, pois as coleções são temáticas, um empresa por exemplo pode pedir que o tema da coleção seja "As cores de Frida Kahlo", então tem que se ler muito e ficar antenado com tudo isso para criar as peças de vestuário.
  • Gostar e ter conhecimentos de cálculos matemáticos, pois terá que calcular metragens de tecidos utilizados. Os moldes também exigem cálculos e noções de geometria para que fiquem perfeitos.
  • Gostar de costurar, no curso, irá usar máquinas industriais como overlock, interlock, traveteira e etc...
  • Ser curioso e pesquisador à respeito de linhas, aviamentos, novos tecidos, tendências.
  • Ser organizado e disciplado, pois a pessoa terá prazos para entregar coleção com suas fichas técnicas devidamente preenchidas com amostras do material utilizado.
  • Saber desenhar.

O mercado de trabalho: A indústria da moda continua crescendo e busca tanto bacharéis como tecnólogos para atender às mais diversas etapas da cadeia produtiva. "O mercado é imenso, começa na plantação do algodão até a repercussão da mídia depois dos desfiles", explica Adriana Job Ferreira Conte, coordenadora do curso tecnológico da UCS, em Caxias do Sul (RS). As modas masculina, infantil, esportiva, praia e de lingerie são as mais carentes desse profissional. "A moda feminina é mais saturada", diz Raquel Valente Fulchiron, coordenadora do bacharelado na Fasm. O estilismo ainda oferece oportunidades para a concepção de coleção de roupas, calçados e acessórios e para o desenvolvimento de produtos nas indústrias de matérias-primas, além da supervisão da produção, criação de estampas e costuras. Outro campo crescente é o da consultoria em tendências de moda para objetos de consumo, também chamados de "bens vestíveis", como celulares e players (MP4, por exemplo). O planejamento e o gerenciamento de marcas com base em pesquisas de comportamento e consumo, a criação de tendências e a gestão de materiais também são setores fortes. Aumenta a demanda pelos consultores de moda para orientar pessoas a se apresentar em diferentes situações, assim como é boa a procura dos profissionais mais reconhecidos para atendimento pessoal a artistas e personalidades. Além disso, há campo na área educacional, nas faculdades de moda. Mas para dar aulas no ensino superior é preciso ter pós-graduação. São Paulo possui o maior número de ofertas de trabalho, e uma concorrência mais acirrada devido ao número de cursos de Moda oferecidos. Há também vagas no interior do estado. Na Região Sul, empresas de calçado costumam contratar os egressos, e há demanda para o trabalho nas malharias. Crescem oportunidades na indústria têxtil nordestina.

Salário inicial: a partir de R$ 2.000,00 (fonte: profa. Eliana Gonçalves, da Udesc).
O curso

O currículo do bacharelado varia conforme as habilitações oferecidas pela escola, mas, geralmente, possui disciplinas como história da arte, cultura da moda e criação, desenho e estilismo. Os cursos com ênfase em design e modelagem propõem como trabalho de conclusão a criação ou o desenvolvimento de uma coleção de moda. Já aqueles focados em negócios e gestão de moda exigem dos formandos a elaboração de um plano de negócios com ações para o fortalecimento de marcas e a comercialização dos produtos.

Duração média: quatro anos.


Área de atuação:

Consultoria

Trabalhar como personal stylist, ajudando os clientes a combinar roupas, cores e estilos.


Coordenação
Gerenciar a compra de coleções de roupas para lojas e magazines. Coordenar as equipes de estilos tanto em indústrias e confecções como em magazines e orientá-las para as tendências da moda.
Design/Estilismo

Criar roupas (estilismo), joias, bijuterias, calçados e bolsas (design de acessórios) ou desenhar estampas e padrões e elaborar novos tecidos para tecelagens (design têxtil).
Fotografia

Acompanhar a produção de fotos de moda para revistas, catálogos, exposições e anúncios.
Gerenciamento

Desenvolver produtos e supervisionar a compra de materiais para sua produção e comercialização.
Modelagem

Transpor para moldes os desenhos dos estilistas, desenvolvendo modelos-piloto para orientar a produção.
Negócios

Atuar como gestor na cadeia de produção, distribuição, divulgação e comercialização da moda e desenvolver estratégias de negócios e marketing.
Produção

Fazer desfiles, catálogos, editoriais de revistas e organizar campanhas publicitárias.

 Design Gráfico: É a criação de projetos gráficos para publicações, anúncios e vinhetas de TV e internet. O designer gráfico desenvolve o visual de jornais, revistas, livros, panfletos, anúncios e outdoors. Também cria logotipos e papelaria para firmas individuais, comerciais e industriais, com o objetivo de tornálos atrativos e facilitar a leitura. Escolhe as letras para os textos, define o tamanho das colunas de uma página impressa, seleciona e padroniza cores e ilustrações e projeta embalagens. Desse modo, torna a comunicação mais eficiente e agradável. Cuida da programação visual de marcas veiculadas em anúncios e campanhas, inclusive em espaços públicos onde a informação deve ser compreensível até para o público iletrado. No campo digital, elabora websites e CDs-ROM. Pode trabalhar em editoras, agências de design e de publicidade e birôs de computação gráfica e produtoras. 

Pré-requistos:
  • Saber trabalhar com softwares gráficos como Illustrator, Photoshop, InDesign e etc.
  • Ter bagagem cultural e ser apaixonado pelo mundo das artes.

O mercado de trabalho: A figura do designer gráfico vem ganhando cada vez mais espaço devido ao surgimento de novas mídias e também pela necessidade de ampliação dos canais já existentes, como a publicidade, a internet, a telefonia celular e a mídia impressa. "Existe demanda em todos os segmentos, como finalização, vídeos, animação, mas o maior crescimento ainda é na área da web", afirma Sergio D Oliveira Casa Nova, coordenador do curso da Belas Artes, de São Paulo. Outra possibilidade é trabalhar como autônomo, prestando serviços para empresas, ou em pequenos escritórios de design. As vagas de emprego ainda se concentram no eixo Rio-São Paulo. "Para quem es tá começando, a melhor maneira de entrar no mercado é estagiando em empresas de designers gráficos, agências de propaganda, editoras e produtoras de vídeo e cinema", explica o coordenador.

Salário inicial: R$ 2.120,58 (fonte: Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal).
O curso

O currículo valoriza a formação prática em artes e comunicação visual e é composto de disciplinas como história da arte e do design, cinema, fundamentos da linguagem visual e fotografia. Há, ainda, aulas de tipografia, ergonomia, embalagem, marca e softwares de editoração. Vários cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Desenho Industrial também preparam o profissional para atuar nessa área. A obrigatoriedade do estágio e da apresentação de um trabalho de conclusão de curso depende de cada instituição. Fique de olho: Algumas instituições oferecem graduação em design digital, com formação específica em projetos de design para interfaces de mídias digitais, como websites, animações e games.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

Editoração eletrônica

Criar páginas de jornais, revistas, livros e folhetos, distribuindo o texto e as imagens de acordo com a linha editorial da publicação.
Programação gráfica para TV

Produzir vinhetas para emissoras e peças de publicidade.
Webdesign

Desenhar sites, interativos ou não, para a internet, considerando a melhor forma de transmitir a imagem, as informações e os serviços oferecidos pelos clientes.
 
 
 Design de Interiores: É a arte de planejar e arranjar ambientes de acordo com padrões de estética e funcionalidade. O profissional harmoniza, em um determinado espaço, móveis, objetos e acessórios, como cortinas e tapetes, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. Planeja cores, materiais, acabamentos e iluminação, utilizando tudo de acordo com o ambiente e adequando o projeto às necessidades, ao gosto e à disponibilidade financeira do cliente. Administra o projeto de decoração, estabelece cronogramas, fixa prazos, define orçamentos e coordena o trabalho de marceneiros, pintores e eletricistas. Pode projetar salas comerciais, residências ou espaços em locais públicos. Esse profissional costuma trabalhar como autônomo, mas pode atuar também como funcionário de empresas especializadas em decoração e design de interiores ou, ainda, como consultor em lojas de móveis.
 

O mercado de trabalho: O mercado está em alta para bacharéis e tecnólogos. Isso graças à boa fase econômica do país, que elevou a renda da população. "Há uma explosão no número de casas populares e edifícios para a classe média em todo o país. São residências pequenas, por isso os móveis têm de ser bem planejados. É uma questão de necessidade, não mais um luxo. Portanto, trata-se de um público novo que começa a demandar a mão de obra do designer de interiores", explica Cristina Elizabete Silva Ragaini, coordenadora do curso tecnológico da UMC. Nesse caso, os maiores empregadores são as lojas de móveis planejados. O mercado considerado "de luxo" também continua a gerar oportunidades para o profissional que trabalha por conta própria. Uma das maiores demandas vem da área corporativa, em que o designer é requisitado para elaborar andares inteiros de escritórios e salas de reuniões. Já os escritórios de decoração contratam com frequência o especialista em projetos para atender às necessidades de lojas, bares, restaurantes, hotéis, pousadas, clínicas, hospitais e escolas. "A hotelaria é uma área que, graças ao potencial turístico do Brasil, ainda vai crescer muito por todo o país e demandar o trabalho do designer de interiores", diz Jéthero Cardoso de Miranda, coordenador do bacharelado do Belas Artes. Além das capitais de negócios, como Rio e São Paulo, as outras também devem registrar aumento de demanda, sobretudo na Região Nordeste. Outra área que promete crescimento é a de projetos de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. "Teatros, cinemas, condomínios residenciais e comerciais precisam se adaptar, e tudo isso implica alteração de projeto de interiores", explica Cardoso de Miranda. Fabricantes e montadoras de automóveis também contratam o profissional para desenvolver volantes e estofados.

Salário inicial: R$ 2.250,00 (fonte: prof. Jéthero de Miranda, do Belas Artes).

O curso: Há poucos cursos de bacharelado no país. É grande a ênfase na parte prática, com atividades a mão livre e o uso de recursos da informática. Boa parte da carga horária é dedicada ao desenvolvimento de projetos, com aulas de perspectiva e desenho artístico e arquitetônico, assim como de técnicas de instalação e iluminação. As atividades extracurriculares também são frequentes. Prepare-se para visitar museus e exposições de arte, assistir a palestras e fazer pesquisas em bibliotecas. No fim do curso, as escolas costumam exigir um estágio ou uma monografia.

Duração média: quatro anos.

Áreas de atuação:

Desenho de móveis

Criar peças conforme as necessidades do cliente, adaptando-as ao espaço disponível.
Decoração e paisagismo

Cuidar da colocação de móveis e acessórios em ambientes residenciais e comerciais internos. Em áreas externas, usar arte e técnica para projetar, organizar e embelezar espaços com plantas e jardins.
Gerenciamento

Acompanhar a compra de móveis e acessórios, fazer orçamentos e contratar mão de obra.
Projeto

Organizar ambientes de acordo com as necessidades do cliente. Elaborar plantas e maquetes, indicando o estilo, as cores e a disposição de móveis e objetos no espaço. 

Fonte: Guia do Estudante

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