O Design dos Anos 60

sábado, março 26, 2011


Os anos 60 foram o máximo! Quando se pensa nos anos rebeldes, logo vem a nossa cabeça: revolução sexual, os hippies, o homem na lua, movimentos dos estudantes e a ditadura militar. Do ponto de vista do design, a década de 60 foi um marco tanto na área de produtos como também na moda e no design gráfico, o qual eu irei expor aqui nessa postagem.


A contracultura, que era a necessidade do jovem de viver outra vida totalmente oposta a vontade de seus pais, as características desse comportamento eram os cabelos compridos, roupas coloridas, misticismo oriental, música e drogas. Os jovens cansaram do modelo "envernizado" dos anos 50 do "American Way of Life" que colocava o estilo de vida americano como o ideal para todo mundo, onde se tinha rapazes bem  alinhados de paletó e gravata trabalhando para sustentar suas esposas, que deveriam ser educadas para fazer serviços domésticos e também deveriam estar impecavelmente vestidas para o maridos. Esse modo de vida ruiu por completo com a Guerra do Vietnã.



Símbolo do movimento Mod

Os primeiros rebeldes dos anos com certeza foram os “mods”, termo que é a abreviatura de modernismo, surgiram na Inglaterra, eram adolescentes de classe média que seguiam as últimas tendências de moda e gostavam de jazz, costumavam utilizar motocicletas do tipo “scooter” geralmente da marca “Lambretta” ou “Vespa”, eram viciados em afetaminas e frequentavam os pubs. Seu modo de vestir com ternos de cortes italianos e seus penteados elaborados podem ter influenciado o visual dos Beatles. O movimento Mod era tão forte que eles possuíam até logotipo, que era um alvo inspirado na Força Aérea Britânica, mais tarde haviam mods de todas classes sociais, criaram um gênero musical conhecido como beat music que tinham como representante as bandas The Who e The Yardbirds. 

Twiggy

Peggy Moffitt
Mary Quant cortando o cabelo no estilo Mod

Mary Quant e Andre Courreges revolucionam a moda influenciado pelos mods. Surge a mini-saia, que culminou com os movimentos feministas e a pílula anticoncepcional, as mulheres se rebelavam contra o machismo da sociedade. Do movimento Mod, podemos dizer que com ele, surgiu a moda unissex, garotos e garotas se vestiam da mesma forma. As modelos Twiggy e Peggy Moffitt são os rostos Mods no mundo da moda.


Sarau beatnick


Nos Estados Unidos, os mods ficaram conhecidos como “beatniks” que seguiam mais a linha “vanguarda intelectual”. Eles usavam roupas pretas ou com listras, os homens geralmente usavam roupas de malhas, óculos escuros, cavanhaque, boinas e costumavam tocar bongos. As mulheres usavam leotard preto, cabelos compridos lisos, sem nenhum penteado ou enfeites, o visual dos beatniks eram tão caricato que frequetemente eram satirizados pelos cartoons de desenho animado e no cinema. O ponto forte desse movimento foi o literário, os beatniks costumam se reunir para sarais com o consumo de maconha, onde se lia poesias e se expunha reflexões filosóficas.


Em 1966, o movimento beatnik entra em decadência, principalmente pelo surgimento da cultura hippie que propunha um estilo totalmente avesso aos mods. Esses jovens passaram a ser conhecidos como “hippies”. San Francisco nos Estados Unidos passou a ser capital mundial da contracultura, que recebia jovens do mundo inteiro que pregava a paz e o amor através do poder da flor (flower power) e também pretendiam destruir toda forma de tradição.
Os hippies abandonavam faculdade e emprego e saiam pelas estradas apenas com uma mochila nas costas, muitos acabavam se agrupando e vivendo em comunidades, levando uma vida totalmente rural, sem energia elétrica e água encanada, comiam o que produziam em suas hortas, eram vegetarianos ou macrobióticos. Esse novo estilo de vida, o sonho da aventura individual vividas nas estradas veio de livros como On the road de Jack Kerouac e Uivo de Allen Ginsberg. O auge do movimento hippie sem dúvida foi o Festival de Woodstock nos Estados Unidos em 1969, reuniu cerca de 500 mil jovens. Hippies do mundo inteiro celebraram três dias de sexo, drogas e rock and roll.

A contracultura inspirou mudanças no mundos das artes, lembravam as viagens alucinógenas, como por exemplo:

Obras de Op Art por Victor Vasarely
Op Art na moda

Op Art (optical art), que consiste numa arte abstrata que efeitos ópticos confundem forma e fundo e distorcem a profundidade, alguns dão a sensação de movimento Muitos dependem da luz ambiente e do movimento para produzir efeitos desejados. Geralmente são preto e branco para causar contraste e até de tridimensionalidade. No Op Art destaca-se os trabalhos do húngaro radicado na França, Victor Vasarely


As serigrafias de Andy Warhol

Um outro movimento importante é o Pop Art, que explora elementos da cultura de massa e da sociedade de consumo. A linguagem da publicidade e da televisão, quadrinhos, embalagens industrializadas, fotos, ídolos populares são amplamente utilizados em forma de colagens e repetição das imagens em série são características marcantes. O Pop Art tinha como o objetivo criticar o modo de produção do mundo capitalista de forma irônica e cínica, pretendia banalizar a arte e o cotidiano. 
O artista plástico americano Andy Warhol foi destaque com seus trabalhos em serigrafia a partir das garrafas de Coca-Cola em 1962 e das latas de sopa Campbell´s em 1965. Em 1967, realiza sua serigrafia mais famosa no qual reproduz a imagem da atriz americana Marilyn Monroe em seqüência, sobre a qual aplica diferentes combinações de cores, ao “retratar” a atriz com a mesma lógica que “retratou” a lata de sopa, sua intenção foi mostrar que numa sociedade de massa, o mito é tão descartável quanto uma lata. 
Tanto o pop como o op, não resistiram a absorção mercadológica e logo chegaram ao consumo das massas. 

Poster criado por Wes Wilson em 1967 para a banda Grateful Dead

Cena do filme "Yellow Submarine" de 1968

O movimento Psicodélico foi outro grande destaque nos anos 60, era o símbolo puro da rebeldia, já que era algo que ligado diretamente as drogas, principalmente ao LSD (Ácido Linsérgico), que altera a percepção espacial e amplifica a intensidade das cores, imagens tridimensionais e caledoscópicas, o usuário entra num estado de sinestesia no qual “ vê a música e ouve cores”. As influências do psicodélico variavam conforme as alucinações provocadas pela droga, podiam ter inspirações do Art Nouveau, quanto do Oriente e o antigo Egito. Esse tipo de movimento teve vida curta, mas causou muito impacto, teve a Califórnia como berço onde as drogas até 1966 eram legalizadas. 
Eram amplamente utilizadas em pôsteres, folhetos e capas de disco, e tinha como características marcantes, as cores vibrantes como roxo, verde e laranja e letras distorcidas com o objetivo que pessoas acima dos trinta anos não lessem. Destacam-se os trabalhos de Wes Wilson e Victor Moscoso que fez estudo das cores com Josef Albers, ex-professor da Bauhaus. Talvez o melhor exemplo para esse estilo seja o filme "Yellow Submarine' de 1968, onde os Beatles se tornam desenhos animados e viajam num mundo psicodélico.
No design de móveis, os hippies inspiraram alguns designers como:
A poltrona Sacco, foi criada em 1968 pelos designers italianos Cesare Paoloni e Franco Teodoro, inspirados no costume dos hippies se sentarem no chão em almofadões indianos. Então criaram essa poltrona moldável  com o conceito de irreverência.

Cadeira Primavera de Franco Albini, 1968
Cadeira Eureka do designer Giovanni Travasa,
em toda casa descolada dos anos 60 tinha uma
Os hippies com seu estilo de vida natural, trouxeram o uso dos móveis de vime e cana da índia, que antes eram apenas vistos em casas litorâneas. Nos anos 60, era um verdadeiro "desbunde", sentar naquelas poltronas com o encosto enorme ou ter uma cadeira pendurada na sala.

Mods, beatnicks e hippies ambos trouxeram muito mais que revolução e rebeldia, eles inventaram a juventude e com isso o mercado criou uma fatia exclusivamente para os jovens, que antes não existia. Pois mesmos aqueles que não tomaram atitudes tão radicais, gostaram do estilo livre, de poder escolher o que quer se a influência dos pais, de ter produtos só para eles. Desde a calça jeans até carros, tudo tinha mais cores e irreverência.







Tudo isso culmina com os avanços da ciência, as indústrias químicas também revolucionam com as criação das fibras sintéticas e os termoplásticos. Os anos 60 pode-se dizer que foi a década do plástico. 


O Ban-lon invade o guarda-roupa da familia
Ban-lon, helanca, poliester, tergal e lycra, nomes estranhos que ganharam o gosto popular nos anos 60, eram tecidos sintéticos. Eram práticos, pois não amarrotavam e secavam rápido após a lavagem. Porém tinham incovenientes, pois faziam bolinhas depois de muito uso, causam alergia em algumas pessoas, sem falar no cheiro de transpiração que ficava insuportável em contato com esse tipo de tecido. 

Verner Panton, arquiteto e designer dinamarquês inovou com um design futurista e tecnologia nova a Panton chair em 1960, a primeira cadeira de plástico injetado da história. A cadeira possui linhas fluídas e um formato que lembra a letra S, e também continua sendo comercializada pela Vitra na Suíça e Herman Miller nos Estados Unidos

Dalú Lamp
Lava Lamp
O designer Vico Magestretti, inova em 1969 criando a Dálu Lamp, inspirada na era espacial, a luminária é feita de uma única peça de plástico melamina.
Outra luminária que se tornou um ícone foi a Lava Lamp da designer Ronnie Rossi em 1965 na Alemanha, a principio se chamava Astrolight, mas o empresário Adolph Wertheimer através da sua empresa LavaWorld International compra os direitos de produção nos Estados Unidos no qual muda o nome para o qual é conhecido atualmente, as variações de formas é obtido pela união de cera com óleo, que não se misturam pois a cera é mais densa que o óleo, os efeitos de iluminação foram comparadas as alucinações psicodélicas das drogas.
cadeira Pastilli

cadeira Ball


Outro designer de destaque nos anos 60 é o finlandês Eero Aarnio que começou a trabalhar com plástico em 1960, abriu seu próprio estúdio de design em 1962 e criou duas das mais famosas cadeiras da década a Ball Chair (cadeira bola em português) em 1963 e a Pastilli Chair (cadeira pastilha em português) em 1967, todas essas cadeiras utilizavam fiberglass e poliéster reforçado, por essas duas criações Aarnio foi premiado pela Association of Industrial Design. Suas cadeiras refletiam o momento e a influência da Era Espacial, lembrando cadeiras de espaçonave. Atualmente a Adelta na Alemanha comercializa as suas criações até os dias de hoje.



Algumas dicas de filmes sobre os anos 60 para você assistir:

Ao Mestre com Carinho (To Sir with love, 1967) - Um jovem professor enfrenta alunos indisciplinados e desordeiros, neste filme clássico que refletiu alguns dos problemas e medos dos adolescentes do anos 60. Sidney Poitier tem uma de suas melhores atuações como Mark Thackeray, um engenheiro desempregado que resolve dar aulas em Londres, no bairro operário de East End. A classe, liderada por Denham (Christian Roberts), Pamela (Judy Geeson) e Barbara (Lulu, que também canta a canção título), estão determinados a destruir Thackeray como fizeram com seu predecessor, ao quebra-lhe o espírito. Mas Thackeray, acostumado a hostilidades, enfrenta o desafio tratando os alunos como jovens adultos que em breve estarão se sustentando por conta própria. Quando recebe um convite para voltar a engenharia, Thackeray deve decidir se pretende continuar.


Hair (1979) - Capaz de transmitir toda energia, paixão e musicalidade que embalou o país, Hair é uma homenagem divertida e forte ao espírito turbulento dos anos 60. Brilhantemente recriada por Milos Forman, diretor vencedor* do Oscar®, e pelo roteirista Michael Weller (Na Época do Ragtime), esta vibrante versão para o cinema do fenômeno da Broadway se classifica "entre os melhores musicais de todos os tempos" (The Hollywood Repórter)! Recém-chegado do interior, Claude Bukowski (John Savage, Além da Linha Vermelha) chega à Nova Iorque onde pretende se alistar para a guerra do Vietnã. Ao chegar, ele conhece um grupo de hippies no Central Park e se apaixona pela bela Sheila (Beverly D´Angelo, A Outra História Americana). Claude fica amigo de Berger, o líder pacifista dos hippies (Treat Williams, O Preço da Traição), que o convida para irem de penetras à festa de Sheila e lá declarar seu amor. Claude vai parar na cadeia, depois no lago do Central Park e por fim no exército. Mas o esforço final de Berger para salvar o amigo do Vietnã acaba dando margem a uma surpresa do destino... com conseqüências chocantes.

Barbarella (1968) - Barbarella é um filme marcado pela mesma audácia e originalidade, fantasia, humor, beleza e horror, crueldade e erotismo que tornaram essa personagem uma favorita das histórias em quadrinhos. O cenário é o planeta Lythion, no ano. D.C., quando Barbarella (Jane Fonda), viajando pelo espaço, faz uma aterrissagem forçada. Ela é como uma James Bond feminina, enfrentando o mal, na forma de robôs e monstros. Ela também recompensa, com seu jeito desinibido, os homens bonitos que a ajudam em suas aventuras. Seja lutando contra os Guardas Negros, a diabólica Rainha ou o anjo Pygar, ela simplesmente não consegue deixar de perder pelo menos uma parte de seu.


Quadrophenia (1979) - Londres, 1964. Assim como muitos adolescentes, Jimmy Cooper odeia a vida medíocre, especialmente no que se refere aos seus pais e seu emprego. Apenas quando ele está com seus amigos, Dave, Chalky e Spider, membros da gangue "Mod" - atravessando Londres em sua moto scooter e ouvindo "The Who" e "The High Numbers", ele se sente livre e aceito. Os "Mods" estão sempre brigando com os "Rockers" para defender seus estilos de vida e identidades. Mas a vida de Jimmy chega à um clima agressivo, durante um confronto entre os "Mods" e os "Rockers", em um feriado de três dias, na cidade litorânea de Brighton. Será que Jimmy irá se tornar um herói ou será ele, desiludido pelo seu estilo de vida? O filme traz a implacável batalha entre os "Mods" e os "Rockers", duas gangues rivais de motociclistas. A história é vista através dos olhos de Jimmy Cooper (Phil Daniels), um jovem e desiludido rebelde, tentando encontrar a si mesmo em Londres de 64. Quando as duas gangues, chegam em Brighton para o feriado, um motim é desencadeado, colocando Jimmy e Ace (Sting), o idolatrado líder do "Mods", na prisão. Jimmy retorna à Londres, onde ele é expulso de casa por seus pais e ele perde o emprego. Ele então descobre que Ace está trabalhando como um mensageiro de hotel bajulador, deixando Jimmy confuso e furioso. Ele rouba uma lambreta e dirige até o topo do penhasco, o qual atua como um cenário altamente simbólico para a conclusão desoladora do filme.
Quadrophenia mudou vidas e atitudes de toda uma geração quando foi inicialmente lançado em 1979. O filme é baseado no álbum do grupo de rock, The Who, de mesmo nome. Dirigido por Franc Roddam, ele retrata de forma realista os sentimentos de desilusão e evidente confusão da juventude, envolvendo à todos com uma ótima trilha sonora assinada por Pete Townshend, incluindo: "Love Reign O'er Me", "Dr. Jimmy", "The Real Me", e "Bellboy". Estrelando Phil Daniels, Leslie Ash, Sting, Philip Davis, Mark Wingett, Ray Winstone, Garry Cooper, Gary Shai, entre outros.

Yellow Submarine (1968) - Era uma vez... ou quem sabe duas, existia um distante paraíso chamado Pepperland - um lugar onde a felicidade e a música reinavam totalmente. Mas tudo isso ficou ameaçado quando os terríveis Blue Meanies declararam guerra e enviaram um exército liderado pela ameaçadora Luva Voadora, para destruir tudo o que era bom. Mas John, Paul, George e Ringo apareceram para salvar o dia! Armados com pouco mais do que bom humor, canções e, é claro, seu Submarino Amarelo, o Quarteto Fabuloso enfrenta a fúria dos mares num esforço de derrotar as forças malignas. Nesta versão digital restaurada, em estéreo surround, apresenta a sequência inédita de "Hey Buldog". Yellow Submarine é "um tour de force divertido, fascinante e repleto de energia".

Loucuras de Verão (American Graffitti, 1973) - Anos 60, interior dos Estados Unidos, no final de verão, um grupo de jovens tenta curtir ao máximo a última noite de férias. Curt (Richard Dreyfuss) e Steve (Ron Howard) conseguiram entrar numa das universidades mais conceituadas do país, e agora terão de mudar de cidade. Enquanto Curt tenta fazer sua "despedida", o amigo Steve faz de tudo para convencer sua namorada de que eles devem continuar juntos. Enquanto isso, seus outros amigos têm uma noite de aventuras, envolvendo descobertas sobre o amor, a amizade, a família e a vida.

Across the universe (2007) - Nas letras das canções mais famosas do mundo existe uma história que nunca foi contada... Inusitados encontros proporcionam a Sadie, JoJo, Prudence e aos irmãos Lucy e Max, singulares experiências que não aconteceriam se não fosse a iniciativa do jovem estivador Jude (Jim Sturgess) de deixar Liverpool em busca do pai, um ex-soldado que constituiu família nos Estados Unidos. Across the Universe é um musical revolucionário de rock, com amores, diferenças ideológicas, sociais e belíssimas canções que recria, com delicadeza e psicodélica criatividade, a América do turbulento período do fim da década de 60.



Abaixo o amor (Down with love, 2003) - Barbara Novak (Renée Zellweger) é uma escritora feminista que, em plenos anos 60, escreve um best-seller chamado "Abaixo o Amor", no qual aconselha mulheres desiludidas com a vida amorosa a manterem apenas relacionamentos casuais, focando mais a conquista do sucesso profissional e sua própria independência. O tremendo sucesso do livro faz com que Catcher Block (Ewan MacGregor), um repórter mulherengo e sedutor, decida se envolver com Barbara apenas para preparar um artigo e mostrar ao mundo que ela nada mais é do que uma fraude.



Woodstock, 3 dias de paz, amor e música (Woodstock, 3 days of peace and music, 1970) - 1969... Martin Luther King e Robert Kennedy são mortos a tiros. A guerra do Vietnã estava apenas começando... Em Agosto deste mesmo ano, mais de 500.000 pessoas se reuniram em uma pequena fazenda nos arredores de NY, para celebrar, em três dias de muito Rock 'n Roll, Paz e Amor, o maior festival de música do planeta ! No ano seguinte, o mundo pôde assistir ao primeiro e único filme sobre esse encontro mágico, grande vencedor de OSCAR de melhor documentário de 1994. Agora, o diretor Michael Wadleigh selecionou o que havia de melhor em seu arquivo de imagens inéditas para apresentar uma nova versão deste aclamado sucesso. São cenas nunca vistas antes de alguns dos maiores mitos da música. Woodstock foi o maior evento musical de todos os tempos e suas lembranças ficarão vivas para sempre na memória de várias gerações!

Uma noite em 67 (2010) - No teatro: aplausos, vaias, um violão quebrado, guitarras estridentes. No palco: os jovens Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo. As músicas: “Roda Viva”, “Ponteio”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque”. E só um deles sairia vencedor. Isso é Uma Noite em 67, um convite para viver a final do Festival da Record que mudou os rumos da MPB.





Blow-up - Depois daquele beijo (1966) - O fotógrafo profissional Thomas não viu nada - e viu tudo. Ampliações de fotos que ele tirou secretamente de um casal no parque revelam um assassinato em progresso. Revelam mesmo? Ganhador dos prêmios de Melhor Filme e Diretor em 1966 pela National Society of Film Critics, Depois Daquele Beijo de Michelangelo Antonioni é um influente e estiloso estudo sobre a paranóia e a desorientação. É também uma cápsula do tempo para Londres, mostrando o que era moda na época, como o amor livre, as festas intermináveis, a música (Herbie Hancock escreveu a trilha e The Yardbirds tocam em um clube) e os ritmos. David Hemmings interpreta o fotógrafo cansado estimulado pelo mistério de suas fotografias. Vanessa Redgrave é a mulher evasiva mostrada nas fotos. Mas cabe a você resolver o que há de verdade naquilo que você vê, naquilo que você não vê e aquilo que só a câmera consegue enxergar.

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2 comentários

  1. Matéria Incrívelmente completa!
    e bem light, parabéns pelo magnífico trabalho! adorei do texto as ilustrações de alto nível.
    também escrevo em um blog, pode ter certeza que acaba de se tornar uma referência!

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  2. Parabéns, muito completo e bem escrito!!!

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